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sábado, 17 de março de 2018

Postura ética

Assim como as familias, nós como educadores nos tornamos referência para nossos alunos em sala de aula, da mesma maneira que eles reproduzem o que presenciam em casa na sala de aula, nas atividades e brincadeiras, eles reproduzem em casa o que veem na escola, e devemos estar atentos não somente ao comportamento do alunos mas também ao nosso.
Trabalho com educação infantil, é dificil passar essa explicação clara sobre um comportamento ético ou não, mas através das atividades realizadas diariamente vamos inserindo neles uma postura ética, não deixando trapacear nas brincadeiras, não mexendo naquilo que não os pertence, não pegar material ou brinquedo do colega sem a sua autorização, não mentir quando ocorre alguma situação em sala, respeitar a todos independente de classe social, cultura ou etnia, pois crianças não nascem com pré-conceitos, e sim aprendem ao longo de seu desenvolvimento.
Esses atitudes diarias, mesmo que parecendo pequenas vão fazendo com que as crianças aprendam a ter um comportamento ético, assim como os trabalhos em grupo, as brincadeiras e desafios onde um necessita do auxilio do outro para conseguir enfrentar determinada etapa.
Acredito que desta forma podemos desenvolver crianças com comportamento ético, ou pelo menos fazendo nossa parte para que assim cresçam e aprendam, afinal são o futuro da nossa sociedade.

Atividade - Recorte da realidade


Trabalho em uma escola de educação Infantil, e não observo relevantes para realizar um comparativo, pois as Escola de Educação Infantil não existem a tanto tempo quanto o ensino regular, tão pouco com orientação de documentos como Projeto Politico Pedagógico, Regimento Escolar, entre outros que norteiam o ensino em cada ambiente escolar.
Acredito que uma mudança forte, não um fato em especifico, mas sim uma mudança que podemos perceber facilmente, são as Escola de Educação Infantil em si, na modernidade não existiam Locais para estes atendimentos específicos para crianças menor de 6 ou 7 anos ficarem, mas não só ficar, como ter um lugar que proporcione atendimento adequado, oportunidades de aprendizagens, estímulos e ofertas para a busca do conhecimento. As crianças ficavam com suas famílias, normalmente sob os cuidados da mãe, e quando tivesse idade adequada entrava em uma escola de ensino regular, que certamente não tem comparação com as escolas de hoje em diversos aspectos.
A escola onde trabalho fica localizada em uma comunidade carente, mas todos recebem as mesmas oportunidades de ensino dentro da escola, embora os alunos sejam todos moradores da comunidade, existem diferenças financeiras claras entres a famílias.
Há alguns anos atrás a Educação Infantil com o formato atual era para poucos, muitas famílias optavam por deixar seus filhos em  algum “cuida-se”, onde poderia ser considerado a extensão de suas casas, pois recebiam acolhida, alimentação e brincavam ao longo do dia, sem a oferta das diversas possibilidades de ensino que temos hoje, onde as crianças recebem atividades dirigidas que proporcionam maiores descobertas, interação com outras crianças, e a possibilidade de conhecer diferentes culturas sem sair do lugar, apenas de maneira lúdica e imaginária onde exploramos diversas possibilidades, e a criança tem a oportunidade de descobrir suas habilidades com auxilio do Professor, e recebe estímulos diários para diferentes aprendizados.

Minha experiência com aluno com necessidades especiais

No meu primeiro ano trabalhando como professora de educação infantil, trabalhava em uma turma de maternal misto com 20 crianças, entre duas professoras em sala. No final do ano a professora do Jardim B saiu da escola e me colocaram na turma de Jardim B, confesso que foi assustador no inicio, pois meu conhecimento prático era pouco e ainda me deparar com uma turma de 19 alunos e mais um alno com autismo foi bastante dificil. Minha relação com o Matheus foi se ampliando aos poucos, a construção do vinculo foi acontecendo naturalmente, pois eu sempre respeitei o espaço dele, fui me inserindo conforme ele me dava oportunidades, mas nossa relação se estreitou mais rapido do que eu imaginava, uma das questões que preocupavam a familia era a alimentação do Matheu na escola que era bem dificil, e eu aproveitei disso para realizar atividades sobre alimentação com a turma toda, que além de estimular a alimentação saudavel para a turma toda, com o estimulo correto o Matheus passou a se alimentar melhor na escola, e depois disso seguimos com diferente atividades de acordo com a necessidade da turma e eu realizando pesquisas de atividades que pudessem se tornar mais atrativas para o Matheus, ja que sua atenção se prendia por pouco tempo, observei que atividades com trabalhos manuais chamavam mais sua atenção e o mantinham concentrado por mais tempo, além de brincadeiras que envolvessem movimentos corporais.
Acho que o medo de não saber lidar foi o que mais me preocupou, mas conforme fui conhecendo e pesquisando sobre, facilitou o meu trabalho com ele e com a turma, para que eu pudesse atender e acolher as necessidades da turma igualmente, mesmo que em alguns momentos eu precisasse dar uma atenção maior ao Matheus, procurava fazer isso de maneira que o restante da turma não se sentisse excluida, ja que era sozinha em sala de aula

Inclusão sem Laudo

Mesmo que segundo a NT 04/2014 não tenha a obrigatoriedade de um laudo, acredito que um laudo facilite para o educador nortear a melhor maneira de ensino. 
Eu trabalho com educação infantil e todos os alunos são acolhidos da mesma forma e recebem as mesmas oportunidades de aprendizagem, sem exclusão ou diferenciação, independente de apresentarem necessidades ou não, até por que, embora na escola onde atuo temos crianças que apresentam certa dificuldade ou transtornos que não sabemos diagnosticar, e o tratamento dado a elas é o mesmo.
Uma questão importante também é a forma como os pais encaram a dificuldade apresentada pelo aluno quando o professor expõe a situação, eu mesmo trabalho em uma escola situada em uma comunidade precária onde muitos pais sentem dificuldades até mesmo para manter um dialogo conosco, e mesmo assim, procuramos fazer os encaminhamentos necessários para facilitar a procura de auxilio especializado, mas muitos não tem a persistência de seguir em frente com os tratamentos. Sem contar que tudo isso ainda depende do olhar do professor, e da estrutura que a escola oferece para esse tipo de atendimento, pois muitas vezes existe boa vontade do professor e falta de apoio e estrutura, em outras existe estrutura mas não a boa vontade de professor e em muitos casos faltam ambos.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Avaliação

Abaixo está a minha participação no Fórum Avaliação, estou postando no blog por que foi um fórum com muitas contribuições importantes e diferentes visões sobre avaliação.

Ao longo de nossa vida passamos por diversos momentos onde somos avaliados e avaliamos. E se tivermos um olhar positivo para isso passaremos a entender a importância deste processo. No PEAD, temos o "famoso" workshop, neste momento acredito que a maioria dos meus colegas sintam aquele nervosismo natural, pois estamos apresentando um trabalho para um grande número de pessoas, embora sejam colegas que passamos o semestre inteiro realizando trocas e professores que nos auxiliaram ao longo do semestre para que chegássemos até ali, eu por exemplo sempre fico temerosa para este momento, por saber que estarei sendo avaliada, e mais ainda por saber que serei avaliada por um grande grupo, onde cada um apresenta um um olhar, e verá a apresentação a sua maneira.
Na educação infantil, área onde atuo, a escola onde trabalho a avaliação é realizada semestralmente através de pareceres descritivos, esses pareceres são realizados através da observação diária e individual de cada aluno, não é algo que podemos generalizar, afinal avaliamos não somente o resultado final, e sim o processo evolutivo de cada criança, como foi que atingiram o objetivo de cada proposta. Cada criança apresenta de uma forma essa evolução, uns são mais rápidos, outros necessitam de um maior estimulo, mas o que vai ser mais levado em conta neste processo é o caminho que cada criança percorreu e os conhecimentos adquiridos neste caminho. Consideramos também a situação emocional de cada criança e todas as situações também externas que ocorrem neste periodo, e com isso utilizamos de nosso embasamento teórico para avaliar.
Eu como professora, passo por diversos momento de avaliação e autoavaliação. Em reuniões de equipe e formações pedagógicas procuramos sempre realizar trocas sobre as nossas ações, planejamentos, projetos, e todo o trabalho diário presente em nossa rotina, e isso nos ajuda muito, pois através de um outro olha conseguimos muitas vezes melhorar a nossa prática. A autoavaliação, é algo realizado diariamente, pois a cada registro realizado diariamente realizo essa autoavaliação através dos retornos que tive das crianças em relação ao planejamento do dia e as observações que pude fazer.
Avaliação está presente em tudo e se a comunidade escolar participasse mais na escola onde trabalho, em muitos momentos conseguiriam entender de melhor forma as situações que acontecem no ambiente escolar. Pois muitas vezes realizam uma avaliação negativa perante algumas situações, mas não tem participação ativa para poder avaliar, e nem um olhar observador, já que apenas frequentam a escola quando é de seu interesse, uma realidade triste que vivemos.

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