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sábado, 17 de março de 2018

Aplicação de atividade com tema Pluralidade


Realizei esta atividade com uma turma de Jardim misto, com crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses.
A turma onde eu atuo efetivamente é uma turma de Maternal, mas como estava auxiliando a colega nova, realizei com a turma do Jardim.
Inicialmente realizamos uma roda de conversa onde abordei o tema as diferenças, realizai diversas perguntas como as características pessoais de cada um e as características do colega ao lado, todos foram falando e relatando como se viam e como viam o colega ao lado(para a auto descrição utilizei um espelho para que eles mesmo se olhassem e relatassem o que viam).
Fiz anotações em um papel pardo grande e depois solicitei que cada um fizesse um desenho de seu colega após o relato, e depois fizesse um desenho seu.
Após a realização dos desenhos pedi que cada um apresentasse os desenhos realizados explicando cada detalhe, alguns fizerem desenhos muitos similares(o seu próprio e o do colega), a maioria descreveu seus desenhos com riqueza de detalhes, novamente pedi que olhasse para o colega ao lado e pedi para que dissessem as semelhanças entre cada um com seu colega, surgiram diversas, as bochechas, o cabelo, mas na maioria os dois olhos o nariz e a boca.
Depois de ouvir a todos atentamente e realizar anotações de suas falas, conversei com a turma falando sobre as diferenças de cada um e assim como eles não são iguais, não existe ninguém que seja totalmente igual, no máximo com características parecidas, e essas características devem ser respeitadas por todos nós.
Depois dessa conversa e assim responder aos questionamentos levantados por eles, apresentei fotos com diferentes estruturas familiares(um ponto alto na comunidade onde trabalho), e diferentes povos, culturas e classes sociais, obviamente que a família representando a classe alta chamou muito atenção, talvez por ser uma comunidade bastante carente, e a família coreana que foi motivos de risos para alguns, foi onde dei entrada ao respeito as diferentes culturas de cada, e expliquei que o país onde vivemos recebe muitos turistas e acolhe diferentes povos e devemos aceitar as diferentes culturas, formações, classes sociais e etnias, pois não é isso que faz o caráter de uma pessoa, tão pouco a sua postura ética, e que se queremos respeito devemos respeitar ao próximo, e que caso não haja respeito conosco devemos mostrar ao outro a importância do respeito, não esquecendo nunca que devemos nos colocar no lugar do outro e sempre pensar antes de cometer qualquer ação que possa prejudicar o próximo.
Foi um trabalho gratificante, pois durante aquela semana eles comentaram muito sobre o assunto, inclusive recebi retorno dos pais demonstrando interesse pelo assunto que havia sido trabalhado pois as crianças estavam falando muito em casa.

Atividade - Recorte da realidade


Trabalho em uma escola de educação Infantil, e não observo relevantes para realizar um comparativo, pois as Escola de Educação Infantil não existem a tanto tempo quanto o ensino regular, tão pouco com orientação de documentos como Projeto Politico Pedagógico, Regimento Escolar, entre outros que norteiam o ensino em cada ambiente escolar.
Acredito que uma mudança forte, não um fato em especifico, mas sim uma mudança que podemos perceber facilmente, são as Escola de Educação Infantil em si, na modernidade não existiam Locais para estes atendimentos específicos para crianças menor de 6 ou 7 anos ficarem, mas não só ficar, como ter um lugar que proporcione atendimento adequado, oportunidades de aprendizagens, estímulos e ofertas para a busca do conhecimento. As crianças ficavam com suas famílias, normalmente sob os cuidados da mãe, e quando tivesse idade adequada entrava em uma escola de ensino regular, que certamente não tem comparação com as escolas de hoje em diversos aspectos.
A escola onde trabalho fica localizada em uma comunidade carente, mas todos recebem as mesmas oportunidades de ensino dentro da escola, embora os alunos sejam todos moradores da comunidade, existem diferenças financeiras claras entres a famílias.
Há alguns anos atrás a Educação Infantil com o formato atual era para poucos, muitas famílias optavam por deixar seus filhos em  algum “cuida-se”, onde poderia ser considerado a extensão de suas casas, pois recebiam acolhida, alimentação e brincavam ao longo do dia, sem a oferta das diversas possibilidades de ensino que temos hoje, onde as crianças recebem atividades dirigidas que proporcionam maiores descobertas, interação com outras crianças, e a possibilidade de conhecer diferentes culturas sem sair do lugar, apenas de maneira lúdica e imaginária onde exploramos diversas possibilidades, e a criança tem a oportunidade de descobrir suas habilidades com auxilio do Professor, e recebe estímulos diários para diferentes aprendizados.

Crocodilo e avestruzes


Após a leitura do texto “Sobre crocodilos e avestruzes: falando de diferenças físicas, preconceitos e sua superação”, da psicóloga e professora Dra. Ligia Assumpção Amaral, que utiliza esses dois animais para realizar a representação, podemos perceber o quanto o nosso meio influência em nossos padrões, pois nos acomodamos com um determinado padrão e quando nos deparamos com algo diferente do que está presente com mais frequência em nossa meio, sentimos muitas vezes a necessidade de recuar e ao invés de se abrir para o novo e ter um olhar acolhedor para dar e receber novas oportunidades de conhecimento e aprendizagens.
Na maioria das vezes isso ocorre quase que de maneira involuntária e só percebemos após o afastamento ou ao tecer comentários com outras pessoas sobre determinadas situações, e acabamos inclusive afastando pessoas em função dessa reação, deixando-os na maioria das vezes em situações constrangedoras e desagradáveis, sem se colocar no lugar do outro.
Se olharmos ao nosso redor todos nós temos diferenças, nenhum de nós é totalmente semelhante ao outro, mas como criamos um padrão de “normalidade’, acabamos por excluir as outras diferenças, passando a aceitar somente aquelas que estamos “acostumados”, esquecendo que existem muitas outras diferenças que fazem parte e devem ser aceitas e respeitadas. Afinal quando estamos abertos a diferenças só temos a ganhar, pois a troca de informação é reciproca.
No texto o crocodilo representa as barreiras que construímos em torno de pessoas com deficiências em alguns casos e por isso acabam por ser excluídas, enquanto o avestruz mostra a introspecção perante ao outro.
Apresentar empatia pelo próximo deve ser um exercício diário a ser feito, independente da situação, sendo ou não em relação a pessoas com deficiência.
Nós devemos não só nós mas utilizar nosso importante papel de educador para mostrar para os nossos alunos a riqueza de experiências que eles devem ter aceitando a relação de troca com as diferenças, e estimula-los a não somente na escola, mas em todos os lugares respeitar e aceitar as diferenças, tornando todos os lugares onde passamos um lugar adepto ao diferente e sem preconceitos.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Projeto de Aprendizagens

Trabalho com uma turma de Maternal composta por dez alunos com faixa etária entre 2 e 4 anos.
A escola onde trabalho tem apensas duas turmas, Maternal com dez alunos e Jardim com 21 alunos. Por esta razão uma vez por semana fazemos rodinhas coletivas, e outras atividade que possam integrar o grupo.
Este ano entrou um aluno novo no Jardim, e este aluno nasceu com os pés congênitos, passou por intervenções cirurgicas quando menor,  enfrentou algumas dificuldades para se adaptar a caminhar,faz acompanhamento semana com fisioterapeutas.
A questão é que pelo fato do Luiz usar uma bota ortopédica, e caminhar "diferente" acabou despertando a curiosidade das turmas, então percebemos que deveríamos aproveitar essa curiosidade e trabalhar o tema Diversidade na escola, de uma forma mais abrangente.
Este projeto além de extramente interessante, apresenta uma oportunidade incrível de começarmos um trabalho de "quebra" de preconceito, embora em todos os projetos seja trabalhado a questão do respeito, ética e preconceito, este trabalho dará a oportunidade das crianças conhecerem melhor algumas das muitas diferenças existentes e que presenciarão ao longo da vida, e assim desconstruir aos poucos o preconceito.


domingo, 26 de fevereiro de 2017

Representação do Mundo pela Matemática - Relato de algumas maneiras que trabalho com a matemática


Meu nome é Giovana, trabalho com educação infantil á 5 anos. Atualmente trabalho em uma turma de maternal misto, com crianças de 2 a 4 anos, na Escola de Educação Infantil Vila Gaucha no bairro Santa Teresa em Porto alegre.
Minhas experiências com a matemática com meus alunos nem sempre são positivas, pois trabalho com uma tura mista, e em alguns momentos isso acaba dificultando, mas através de atividades variadas e separando os grupos em alguns momentos surgiram resultados bastante positivos.
Para realização de atividades gosto muito de utilizar sucatas, e jogos de encaixe. Realizo brincadeiras e construções com sucatas que normalmente dão bastante certo. 
Outra atividade que eles gostam muito são brincadeiras com jogos de encaixe, onde realizamos a separação por cores, e realizamos a contagem dividindo em grupos de peças iguais e diferentes. utilizando o tamanho e as cores para ver as semelhanças e diferenças.